Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Conforme a frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, “Temos a arte para não morrer da verdade” na qual ele afirma sobre a importância da arte na vida do ser humano moderno. Contudo, o Brasil rompe com essa premissa, posto a imensa dificuldade na valorização da arte urbana, extremamente necessária na sociedade, haja vista que denuncia questões sociais atua como manifestação poética. Nesse viés, vale analisar as raízes dessa problemática: a inviabilização da arte de rua e o preconceito social.

Nessa conjuntura, é fulcral pontuar que a Constituição Federal de 1988 pressupõe o acesso à cultura e a liberdade de expressão. Todavia, na prática isso é invalidado, tendo em vista que o acesso às artes de rua é dificultado pela marginalização e a falta de investimentos governamentais que reconheçam essa expressão como válida. Desse modo, o acesso à arte é limitado e não é desenvolvido na sociedade.

Outrossim, a falta de conhecimento leva ao preconceito infundado por parte da população. Isso porque, visualizam tais produções de arte como vandalismo, o que gera uma visão deturpada sobre o conceito dessa manifestação e atrapalha a resolução do conflito. Nesse sentido, de acordo com a antropóloga americana Ruth Benedict, a cultura amplia a visão do homem sobre o mundo, de modo que, enquanto o indivíduo não compreender a arte o desenvolvimento do nosso país será limitado.

Em suma, medidas são necessárias a fim de solucionar esse conflito. Fica de responsabilidade do Ministério da Educação, ensinar desde a mais tenra idade as crianças sobre a necessidade de valorização de todos os tipos de expressão artística, especialmente as de cunho nacional, por meio de aulas de arte mais aprofundadas que expliquem o significado da arte nos mais diferentes cenários. Ademais, urge que a Funarte (Fundação Nacional das Artes) promova uma atenção especial ao desenvolvimento e valorização da arte urbana. Dessa forma, a sociedade caminhará para o desenvolvimento e acesso à cultura.