Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 04/06/2021

Em 1922, houve a Semana de Arte Moderna, evento que se propôs a valorizar e criar uma identidade nacional para a arte brasileira. Mesmo após 100 anos desse acontecimento, percebe-se que a cultura no Brasil ainda não é valorizada, sendo as perfomances artísticas urbanas mais negligenciadas, devido a seu recente nascimento. Com base nesse contexto, é válido analisar a falta de investimento na arte urbana, bem como avaliar o preconceito social contra esse tipo de atividade.

De início, é fundamental entender que o Brasil tem uma negligência histórica com a pasta cultural que, por consequência, afeta as obras artísticas feitas em cidades. Essa situação ocorre devido ao fato de que a agenda artística não trás popularidade imediata para o político e, a partir disso, há um processo de sucateamento dessa atividade. Com isso, a arte urbana no Brasil torna-se uma prática marginalizada, devido a falta de incentivos financeiros, e, com isso, o processo de desenvolvimento cultural é estagnado. Um exemplo dessa situação é a constante diminuição de orçamento feito pelo governo federal de 2020 para 2021, de R$11,6 bilhões para R$2,5 bilhões, segundo o Ministério do turismo. Assim, a criação do sentimento de valorização da arte urbana é afetado, por causa do corte de gastos na área da cultura.

Ademais, no que tange ao preconceito social com a arte urbana, nota-se a que a marginalização dessa prática fez nascer um sentimento de aversão na população brasileira. Isso acontece porque qualquer atividade que é sucateada no país sul-americano cria-se uma ideia errônea de que só grupos que estão à margem da sociedade praticam. A partir disso, é notório que as obras artísticas produzidas nas cidades foram incluídas nessa ideia classicistas e, com isso, sua prática tornou-se cada vez mais condenada no Brasil. Uma amostra de como a arte urbana se tornou marginalizada por causa desse preconceito foi a pintura de cinza de obras públicas feita na cidade de São Paulo no ano de 2016 e 2017, ação essa que prejudicou, na época, as artes urbanas feitas nesses locais.

Portanto, é necessária uma medida que ajude economicamente e quebre o preconceito com essa atividade. Para isso, o Congresso Nacional, responsável pela aprovação do orçamento, e o Ministério da Educação, órgão que cuida do ensino no Brasil, devem atuar em conjunto para que através de um aumento de verba para se investir em ensino de arte urbana nas escolas. Com esse aporte maior, profissionais dessa área de produção artística podem ter uma condição melhor para ensinar a jovens em escolas para que serve essa atividade e desconstruir esse preconceito social contra essa prática. Com essa atitude, o Brasil realmente poderá realizar uma revolução artística e criar uma base de incentivo sólida à arte urbana no pai