Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 05/06/2021

No Brasil, a vasta população e diversidade cultural permite a existência de uma enorme variedade de opniões e expressões. Uma delas, é a arte urbana, importantíssima para o país como um todo, visto que detém da individualidade de cada brasileiro, permitindo que diferentes visões sociais, políticas e culturais sejam percebidas, reconhecidas e, mais importante ainda, expostas para o público.

Na época da ditadura Militar, iniciada na década de 60, um brasileiro pixou a frase “Abaixo à ditadura”, que, até os dias de hoje, é usada para exemplificar os clamores da população contra a censura e outras medidas, forçadas ao povo pelos ditadores, e, principalmente, sua vontade de ter uma democracia: justa e de todos. Ainda que a arte urbana seja, de fato, imprescindível para o Brasil como nação, muitas medidas são criadas para que sua existência seja anulada, tais como leis que punem os artistas, mesmo que muitos não estejam cometendo crime algum, e falácias, que colocam as intervenções como ações de “bandidos” e não expressões propriamente ditas.

Vindas, em sua maioria, da população periférica, as intervenções artísticas são, erroneamente, julgadas, como se representassem um mal para a sociedade brasileira, quando, na verdade, ajudam a compartilhar a identidade de muitos destes cidadãos, por vezes marginalizados e colocados à parte, tendo seu direito de voz retirado pelo governo e pela elite do país. No entanto, são essas tentativas de silenciamento que tornam inúmeras dessas artes, uma forma de protesto e prova de que a população sempre consegue um jeito de falar.

Incentivo à cultura e educação foi e é a melhor forma de atender às necessidades do povo. Para que o Brasil evolua como nação, toda a sua população deve ser respeitada, tal qual sua forma de arte. É preciso que as escolas e as mídias falem sobre a arte urbana admitindo sua importância e incentivando a prática, afim de que as novas gerações possam expressar suas visões de mundo sem temer as consequências.