Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 02/06/2021

A arte urbana é fundamental para o Brasil contemporâneo. Desde 1960, a indústria artística, sobretudo o grafite, que passou de rabiscos com marcadores para grandes murais ao redor de prédios, se encontra em posição de destaque ao redor do mundo todo. Porém, mesmo diante de todos esses marcos positivos na história do grafite e a beleza que os mesmos emitem, é notório a persistência contínua da desvalorização da arte e seus gêneros, impactada também pelo forte preconceito voltado a essa comunidade.

É de conhecimento geral que o Brasil é um país de diversas culturas, incluindo a cultura da street art, que, devido sua modernização, acaba sendo atribuída ao vandalismo, deixando evidente a falta de conhecimento da população quanto se diz respeito a história da arte. No ano de 2009, o governo brasileiro aprovou a lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua, um dos gêneros mais julgados e subestimados, onde sua legalização é realizada pelo consentimento dos proprietários de muros e fachadas grafitadas, sendo assim, um grande avanço para a sociedade grafiteira e uma ótima forma de expandir seus trabalhos.

Não obstante, segundo Voltarie, grande filósofo francês, o preconceito é a opinião sem conhecimento, que, comparando com nossa realidade, é algo mais do que frequente. Aqueles que praticam a arte urbana, geralmente estão expressando indignação, através de protestos, por não concordarem com algum ato. Com isso, as pessoas são julgadas e condenadas por exporem a realidade, criticando algumas instituições e assuntos que, geralmente, são tabus na sociedade. Desse modo, nota-se a importância da distribuição da sabedoria e colaboração comunitária para que a arte seja expressa de todas as formas, e que não seja vista como um crime mas, sim, como uma profissão.

Por fim, é preciso mudar a forma visual humana do vandalismo, o que é feito com o apoio da legislação e do governo federal, para formular em conjunto leis precisas e eficazes contra os preconceitos artísticos e forçar a divulgação pública do conhecimento sobre a cultura brasileira. escolas por meio de palestras, dados, brochuras e anúncios. Assim, respeito, carinho e solidariedade serão implantados.