Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O canal de expressividade social comprometido

A cultura da arte urbana surgiu no Brasil durante a ditadura militar de 1964 como forma de contestação política e social do periodo, propagando-se, desde então aos dias atuais. Sendo, desse modo, perceptível a importância do meio artistíco para expressar a opinião de um determinado grupo social, faz-se necessário discorrer sobre os desafios presentes na sociedade brasileira para sua solidificação como alternativa para a expressividade social.

A constituição Federal brasileira em vigor atualmente criada em 1988, época em que as divulgações se dava através de jornais, revista e o “bate-boca”, classifica como críme ambiental e vandalismo qualquer tipo de “conspurcular” edificações e monumentos urbanos. Haja vista a tentativa de opressão política aos grafiteiros para que assim não sensiblizassem a população a partir do meio artístico, bem como, os silênciar devido a facilidade de propagação da mensagem.

Além do mais, a sociedade brasileira incentivada pelos interesses governamentais de combater o avanço da arte urbana, criou um esteríotipo de que essa forma de expressividade social é uma forma de degradação espacial. Visto que, a arte urbana é praticada predominantemente pela períferia, na qual, não possuindo os equipamentos, técnica e treinamento adequado desenvolve uma arte de rua simplista, sendo nomeado pejorativamente pela população como pichação.

Depreende-se, portanto, que a arte urbana sendo sobretudo um canal de manifestação da opinião pública que veio ao longo da sua história sofrendo represálias políticas necessita de um reconstrução de pensamento. Sendo, para isso, preciso a reformulação da grade curricular escolar nas instituições de ensino a fim de que as futuras gerações estude a devida importância  social e histórica da arte urbana para o Brasil. Espera-se ,com isso, desmestificar os preconceitos e combater os desafios existentes para a valorização da arte urbana no Brasil.