Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 07/06/2021
No livro “Utopia”, do escritor e filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade socialmente justa, caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, fora da ficção, no Brasil, tal realidade não se repete. Embora a arte urbana seja uma das atividades mais importantes e fundamentais para o desenvolvimento da sociedade, uma vez que contribui com o avanço desta, essa prática ainda enfrenta alguns empecilhos para ser valorizada dentro do território brasileiro. Nesse sentido, convém analisar a falta de incentivo governamental e a falta de compreensão por parte da população acerca desses traços artísticos.
Sob esse viés, é importante destacar a negligencia governamental em relação ao incentivo de qualquer tipo de arte no Brasil, em especial a urbana. Segundo o norte-americano Steve Jobs “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas”. Dessa forma, é necessárias que as artes urbanas fossem incentivadas e mostradas a população para que as demais camadas da sociedade se interessassem pela arte e ela começasse a ser mais valorizada. No entanto, no território brasileiro, assunto relacionado à cultura, à artes, nunca forma muito priorizados nem estimulados, e por isso esse pequenos artistas, muitas vezes são desamparados pelo governo federal, e desistem do meio artístico.
Paralelo a isso, compete pontuar a concepção errónea que parte da população brasileira tem em relação à arte urbana. O filósofo e educador brasileiro Paulo Freire afirma que o diálogo cria bases para colaborações. Todavia, mesmo já havendo conversas desse tipo, uma boa parte dos cidadãos brasileiros ainda pensam que a arte urbana feita nas ruas, nos muros, são atos de vandalismos, que torna as cidades feias e condenam esse tipo de fazer artístico. Além disso, muito indivíduos por não compreenderem muito bem o conceito de arte, imaginam que o fazer artístico é só o realizado por pintores famosos que expõe suas obras em galerias distanciando esse prática de suas realidades.
Infere-se, portanto, que para mitigar os empecilhos que acomete a valorização da ciência no território brasileiro, é preciso que o Governo Federal reconheça o papel de importância da ciência para o avanço da sociedade, por meio de maiores investimentos no meio artístico, para que aumente o número de artístas e pessoas envolvidas, fazendo com que o fazer artístico, em especial o urbano seja valorizado no Brasil. Ademais, é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da educação, reforce o pensamento do que é o fazer artístico, por meio da realização de palestras nas escolas com artistas urbanos e especialistas, para que desde pequenos a população saiba reconhecer traços artístico e se interessem verdadeiramente por essa prática, fazendo, assim, que a arte urbana seja reconhecida como uma verdadeira arte no país.