Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 06/06/2021
No filme “A bússola de ouro” do diretor Chris Weitz, vê-se, na protagonista, uma postura obstinada em prol de seus objetivos. Sendo assim, pode-se tomar a determinação de tal personagem como elemento de inspiração para haver a valorização de arte urbana no Brasil, já que,diante deste tema,torna-se indispensável analisar essa questão no país,considerando a falta de informação da população e a falta de investimento financeiro no setor das artes.
Inicialmente, ressalta-se que o Poder Público tem se mostrado ineficiente diante da valorização da arte de rua. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta informar a população sobre as diferenças entre a arte de rua e o vandalismo, o que prejudica na consolidação do processo de enaltecimento da arte de rua,impedindo a efetivação e consolidação do direito à arte. Sendo assim, verifica-se que o governo não tem assegurado o bem-estar e a manutenção do direito de todos os cidadãos, demostrando, desse modo, a ruptura do contrato social proposto pelo filósofo Thomas Hobbes.
Além disso, é notável que o governo não tem demonstrado se importar com a valorização da arte de rua o que pôde ser percebido após a determinação de um corte de 43% no Fundo Setorial Audiovisual no ano de 2020.Parte da sociedade tem se mostrado apática frente a insuficiência de investimento financeiro estatal, sendo que faltam verbas focadas em impulsionar aplicativos como o “Street Art Tour”,que permite que as pessoas tenham um maior acesso a compreender os processos artísticos,fazendo com que a sociedade possa estar mais inserida no mundo da arte.Dessa forma, banalizar esse entrave pode ser explicado pelas teorizações da filósofa Hannah Arendt, tendo em vista que, em função da massificação social, as pessoas perderam a capacidade de discernir o que é certo do errado, ficando, então, neutros.
Convém, portanto, evidenciar que a arte de rua deve ser devidamente valorizada.Logo,se faz necessário exigir do Estado,mediante audiências públicas, que haja a conscientização,a partir do Ministério da Cultura,para viabilizar projetos sociais que ofereçam feiras artísticas nos municípios, no qual serão realizadas palestras e demostrações de peças com o objetivo de explicar os impactos da arte e sua divergência com o vandalismo.Ademais,é fundamental sensibilizar a população através de campanhas midiáticas produzidas por ONGs,sobre a importância de não ser passivo diante da não apropriada forma de valorização da arte de rua,contribuindo,assim,para uma mobilização social coletiva em prol da designação de verbas no patrocínio e fomento de aplicativos que se dispõe em transformar a arte de rua em um objeto mais apreciado.