Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 06/06/2021

As estátuas egípcias foram por milénios retratadas como se possuíssem apenas uma cor -a branca-, entretanto, hoje, já existe indícios concretos indicando que as estátuas eram eram coloridas, como  relatado em uma reportagem da BBC. Todavia, trazer a imagem das estátuas brancas foi uma forma nefasta de vangloriar certo classicismo artístico. Hoje, o Brasil enfrenta problemas para valorizar a arte de rua devido a  elitização da arte, como consequência a um processo de silênciamento do indivíduo.

Sob esse viés, é importante ressaltar que embora exista a lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua ela continua sendo vista de maneira errônea pela sociedade. Muitas pessoas creem que street art não é arte é apenas uma forma de vandalismo que “imunda” a paisagem das cidade. Essa visão conturbada é reverberada pelas escolas, uma vez que não há uma valorização de arte que saia do " clássico". Dessa forma ao lidar com o diferente o indivíduo apenas o renega, assim como foi renegado as cores da estátuas gregas.

Ademais, o panorama supracitado gera como consequência o emudercer das massas. A arte de rua além de ser usada para embelezar a cidade  é usada para contesta a realidade e criticar as mazelas sociais. Mostrando a importância da street art a qual coloca o indivíduo para pensar sobre os conflitos da civilização a qualquer momento do dia.

Desse modo, fica evidente que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. O MEC deve incentivar a valorização da arte urbana. Isso deve ser feito por meio da criação de aula artísticas, com professores de arte e arquitetura, para que eles ensinem os alunos sobre como fazer arte urbana, seja para embelezar a cidade ou como forma de protesto. Ademais, essas aulas artísticas devem incluir visitar a locais que possuam street art e que os alunos possam pintar sua propria arte. Por conseguinte, a lei 706/07 será de fato inserida no cotidiano das pessoas e valorizar-se-ia a arte urbana.