Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 08/06/2021
O Parnasianismo foi um movimento literário brasileiro do final do século XIX. Com o lema “arte pela arte”, ele se utilizou do ideal de métrica perfeita e culto à forma. À luz dessa escola poética, nota-se, no Brasil atual, que esse conceito ainda está presente na nossa sociedade quando relacionada ao estigma relacionado a arte urbana no Brasil, assim como os parnasianos, os brasileiros discutem sobre a considerarem arte ou não, além de tratá-la como vandalismo. A partir desse contexto, é válido destacar a causa e o impacto desse estigma para a sociedade brasileira atual, a fim de solucioná-lo efetivamente.
Com efeito, é evidente que, os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil estão relacionados com a tendência a desqualificar e reprimir todo tipo de expressão artística vinda de grupos marginalizados, pela sociedade brasileira, seja na música, com o funk, ou na street art com o grafite, a voz do “povão” não é levada a serio. Essa perspectiva pode ser relacionada ao livro do século XIX, O Cortiço, onde o autor Aluísio Azevedo denuncia uma comunidade formada por pessoas consideradas a escória da sociedade e como elas são tratadas como animais todos os dias a ponto de serem zoomorfilizadas e não levadas em conta. Essa falta de empatia prossegue, apesar de ser de maneira velada, até os dias de hoje. Assim, a arte urbana torna-se imprescindível como uma maneira de “grito” para tudo o que lhes aflingem, por estarem estampandas pelas ruas das cidades de forma democratizada.
Ademais, nota-se que, essa problemática relacionada aos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil acaba não só por vandalizar os artistas envolvidos, como por não contribuir para uma paisagem mais colorida na cidade. Tal questão ocorre, pois, por muitas vezes o próprio Estado contribui para a propagação do preconceito, como no projeto “Cidade Linda” do prefeito de São Paulo, João Doria, que tinha como objetivo pintar de cinza todos os grafites da cidade por “estarem vandalizados com pichações”, travando assim uma batalha contra os artistas e cidadãos comuns que não concordaram.
Por conseguinte, é cognoscível, que esses desafios tem sido um empencilho na sociedade e necessita de melhorias. Portanto, torna-se importante que a escola, base de formação da criticidade, busque acrescentar na matéria de história da arte, ensinamentos sobre a street art, tendo assim cidadãos que reconheçam seu valor e as respeitem. Ademais, é fulcral também que a mídia, veículo responsável por informações, deisnvincule a imagem da arte urbana com a do vandalismo e o crime de pichação por meio de publicidades, filmes e reportagens, impedindo a disseminação de conceitos errados. Assim haverá a manutenção dos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil.