Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 09/06/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à liberdade de expressão e à educação. No entanto, essas jurisprudências são contestadas, uma vez que, na federação brasileira, há a problematização dos desafios para a valorização da arte urbana. Essa falha ocorre no Brasil devido à carência de palestras, em escolas e faculdades, incentivadoras do reconhecimento da importância das expressões artísticas contemporâneas, e a falta de regulamentação de leis que permitem movimentos artísticos em vias públicas do país.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras em instituições de ensino voltadas para as consequências do desprestígio da arte urbana. Indubitavelmente, o sistema educacional brasileiro é necessário, mas ele sofreu um processo de centralização de informações, que excluiu inúmeras discussões educacionais de sua formação, entre elas, está a referente a arte contemporânea. Inegavelmente, a falta de debates sobre a expressão artística moderna resultou na desinformação populacional sobre a necessidade das intervenções pictóricas que, de conformidade com o veículo de notícias G1, tem a função de democratizar o acesso a intervenções ou performances culturais, assim, atingindo um público variado por meio da linguagem não-verbal, ocorrência essa, que como exemplificada pelo ex-presidente americano Jonh F. Kennedy, tem o objetivo de nutrir as raízes da cultura do país.

Além disso, é de conhecimento público que a falta de regulamentação de leis, que visam estabeler locais públicos destinados a manifestações, é um dos empecilhos que levam a desvalorização da “street art”. Sob esse mesmo ponto de vista, deve ser analisado que, segundo o veículo de informações G1, as leis existentes são uma previdência, mas somente com os decretos regulamentares são ditados os detalhes de como uma determinada lei será aplicada no país. Visto isso, é evidente que sem estatutos sancionadores da “arte de rua” as expressões artísticas, como o garfite e o estêncil, continuaram a ser subjugadas e desvalorizadas, afirmação essa, que como evidenciada por Albert Camus, acarreta no impedimento da formação plena da nação.

Em suma, com à insuficiência de palestras educacionais e a falta de regulamentação de leis, urge que, o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, através de anúncios, inseridos em meio de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para conscientizar a população sobre a importância da urbana grafia. Ademais, promover assembleias públicas para instruir as massas sobre as consequências da desvalorização da arte, o que resultará em uma população informada, com o efeito de criar cidadãos mais conscientes e tolerantes.