Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 19/06/2021

A Semana da Arte Moderna no Brasil, que ocorreu em 1922, trouxe a quebra de paradigmas artísticos, possibilitando a expansão da tolerância entre público e autores de livros, pinturas, dentre outros. Todavia, no que se refere a arte urbana, é notório que existem desafios para sua valorização, seja pela ausência de informação referente à essa temática, seja pela falta de visibilidade; o que colabora com o atraso na resolução desse imbróglio.

Em primeira análise, o contexto no qual o grafite foi inserido na sociedade brasileira é, de início, rejeitado pelos cidadãos, em especial os da elite, visto que, o intuito dessas obras era transmitir alguma revolta ou insatisfação com o governo, além de abordar temas como o racismo; com isso, a ideia de considerar a pichação uma arte tornou-se cada vez mais distante, sendo apontada, até o ano de 2009 como crime. Consequentemente, embora nos dias atuais esse decreto tenha sido abolido, a intolerância ainda perdura e, de maneira análoga, conforme previsto por Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, à medida que a ignorância e egoísmo das massas evoluísse, seria mais difícil expandir os saberes dos homens acerca do meio social; o que reflete na arte. Nesse sentido, por mais que há informação disponível, muitas pessoas não desejam obtê-las, fomentando o aumento do preconceito.

Em segunda análise, os criadores de pinturas nos muros não são reconhecidas da maneira que estudada, pois não há o investimento necessário neste núcleo; tendo como efeito o menosprezo a esse tipo de trabalho, que interage várias etnias e mensagens necessárias em cada pintura, como também a estéticas para as metrópoles. Paralelo à isso, a Teoria do Caos expressa que mudanças prquenas no início de um evento podem trazer graves consequências no futuro e, desse modo, se houvesse mais valorização e distribuição de meios capacitantes para esses profissionais, então, certamente, não haveria a indiferença e separação desses pintores com os demais.

Dessarte, diante do exposto, é necessário que medidas cabíveis sejam tomadas em prol desse tema, e que o Governo Federal, como órgão atuante em máxima administração executiva, por meio da oferta de cursos profissionalizantes, abertura de espaços nas galerias de exposição, bem como a intensificação das campanhas infromativas sobre essa arte; a fim de que os paradigmas sejam rompidos mais uma vez para que se expanda o olhar para o meio artístico dos expectadores  e se combata o preconceito gerado nesse meio.