Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 19/06/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois seria livre e responsável. No entanto, percebe-se irresponsabilidade da sociedade no que concerne a questão dos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude de um preconceito social enraizado e a falta de incentivo do governo a arte nas escolas.

Em primeira análise, deve-se ressaltar o preconceito inserido na sociedade contra a arte de rua, geralmente associada ao vandalismo. De acordo com o site Belas Artes, 72% dos brasileiros não tem acesso a arte atualmente, deixando evidente que o ramo artístico durante séculos foi um recurso destinado as elites brasileiras, gerando preconceito e desprezo as manifestações, geralmente feitas por pessoas de baixa renda. Dessa forma, a segregação da arte como expressão artística para as camadas mais altas da sociedade gera um desafio na valorização da arte urbana no Brasil.

Ademais, é fundamental apontar a falta de incentivo cultural nas escolas, como forma de mostrar além de pinturas e danças, o grafite também como arte. Segundo o filósofo francês Voltarie, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Sendo assim, mostra que a ajuda educacional ao mostrar diferentes expressões artísticas nas instituições de ensino, ajudará a valorizar a arte urbana desde cedo para que os jovens possam refletir e não marginalizar mais essas pessoas.

Depreende-se portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Cidadania, por intermédio de campanhas e palestras que visam explicar sobre as diferentes expressões artisticas existentes nas instituições de ensino, a fim de que os jovens tenham uma visão ampla do conceito de arte e não tenham preconceito com qualquer cultura. Assim se consolidará uma sociedade melhor, onde a arte urbana é valorizada no Brasil e o ser humano é responsável.