Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 22/06/2021
A arte é representada em diversas formas, tamanhos, cores e estilos, e está presente desde os primórdios da humanidade tendo suas primeiras representações na arte rupestre, que eram caracterizadas por desenhos em pedras, rochas ou instrumentos, representando atitudes cotidianas dos que viviam durante esse período. No século XXI, novas formas de expressões artísticas foram criadas, na qual pode ser incluso o grafite, o estêncil ou estátuas vivas. A pintura rupestre, assim como a arte urbana traz consigo a polêmica, é ou não é arte?
Tomando conhecimento da frase dita por Leonardo Da Vinci “a arte diz o indizível, exprime o inexprimível e traduz o intraduzível” é visível que a arte é mais do que apenas desenhos ou esculturas, e sim uma forma de expressão, que não necessariamente fará sentido nos olhos de todos, mas que agrega um importante peso cultural, independente da forma na qual foi expressa. Sendo assim, essa polêmica pode ser cessada com a conclusão de que, sim, grafites, estátuas vivas ou até mesmo desenhos em pedras são arte independente de opinião pessoal de algum indivíduo.
Entretanto, a arte urbana por ter origens marginais sofre mais do que apenas o desafio supracitado. Muitas vezes é visto como uma forma de vandalismo, mesmo as que são feitas por grandes empresas reconhecidas mundialmente hoje em dia. Além disso, antes de 1991, o grafite era completamente proibido e apenas em 2011 foi legalizado para ser exercido em edifícios, e até hoje existem pessoas que tampam essas obras.
Em conclusão, está claro que a arte urbana não tem a devida valorização no Brasil e que é necessário a criação de medidas que resolvam tal problemática. Para isso, o Ministério da Educação pode adotar projetos de inclusão ao movimento, aplicando-os nas escolas ao redor do país através de murais expositivos, palestras ou aulas práticas onde os alunos possam ter suas experiências próprias, ainda enfatizando o que é legal perante a lei, com o objetivo de trazer a imagem positiva dessa forma artística. Assim democratizando-a finalmente.