Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/06/2021
A obra “Utopia” do escritor Thomas Moore, mostra uma sociedade perfeita, em que o sujeito social é padronizado pois não há conflitos e problemas. Porém, essa realidade é uma posição defendida pelo autor, pois para a valorização da arte urbana no Brasil não é exatamente assim, existem obstáculos que dificultam a implantação do plano de Moore. Nesse preconceito, o desafio está na má influência da mídia e na falta de leis.
No início, o papel invisibilizador da mídia foi descrito como um fator complicado. Nesse contexto , Pierre Bourdieu defendeu que o que foi criado como ferramenta democrática não deve se transformar em mecanismo opressor. Porém, ao contrário dos sociólogos, a mídia brasileira assumiu uma postura opressora porque não fez a valorização democrática da arte urbana por meio da divulgação massiva do graffiti e do vandalismo nas paredes sem exibir o que realmente é a arte de rua. Sendo assim, é necessário agir urgente sobre este desafio.
Além disso, o valor da arte urbana é desafiado pela invalidade da lei. O filósofo John Locke acreditava que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, quando é elaborada uma lei com objetivo de reverter a descriminalização da arte urbana, um grande investimento deve ser feito em políticas públicas, mas não há uma regulamentação voltada para a população. Dessa forma, a continuação da existência desta situação não pode ser tolerada.
Portanto, a fim de combater os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil é necessário que o Ministério da Cidadania em parceria com o MEC, promover campanhas em redes sociais que valorizem a arte urbana. Isso pode ser feito por meio de divulgação de artistas urbanos falando sobre sua realidade e da importância da democratização para reverter o silêncio da mídia e assim ganhar sua devida valorização.