Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/06/2021
Um dos vários desafios enfrentados por artistas urbanos brasileiros atualmente, é a valorização de sua arte. Uma vez que vem de muito preconceito, por ser uma forma de revolta e protesto, muito utilizada durante a Ditadura Militar, quando “rebeldes” gritavam pelas ruas com cartazes pedido de socorro e, por serem contra o modo de governo, eram perseguidos, presos e até mortos. Além disso, a marginalização do grafite é muito presente, visto que muitos o veem como pixação e uma arte vandalista.
Em primeiro plano, podemos destacar que a desinformação e ignorância sobre o motivo e causa da arte urbana, é fundamento para o preconceito. Destaca-se que é uma arte feita para implantar uma luta, um modo de protesto, um pedido de ajuda, e infelizmente é julgada como poluição urbana por se assemelhar com casos de vandalismo, que não são artes e nem tem motivo para tal.
Ademais, um exemplo de presença desse preconceito é no grafite, que é completamente marginalizado, por ser feito do mesmo modo que uma arte vandalista. Contudo, o grafite e a pixação tem muitas diferenças. O grafite é uma arte autorizada, com artistas próprios para realizá-lo, além de representar vários problemas enfrentados atualmente, e lutas desencadeadas com o passar dos anos. A pixação é um vandalismo, que não representa nenhum tipo de luta e muitas vezes, é feita por criminais. Por isso, muitas vezes são associadas por serem feitas por pessoas de baixa renda, mas existem várias diferenças entre arte urbana e vandalismo, já retratadas.
Visto isso, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo deve criar uma lei para proteção de artes urbanas, com o intuito de evitar a destruição destas, além disso, em escolas, com ajuda do Ministério da Educação, deve-se ensinar da importância e a diferença entre arte urbana e vandalismo, por meio de aulas e palestras, feitas por professores de arte e artistas urbanos, para crianças e adolescentes terem o conhecimento sobre a importância e a causa de existirem.