Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 05/07/2021
“Tá difícil ser eu, sem reclamar de tu…do”, a música “Nuvem Negra” da banda Djavan, mostra um claro exemplo de expressão proporcionado pela arte, trazendo a reflexão sobre a dificuldade de ser você mesmo. Desde a Grécia Antiga, a arte vêm sendo usada como uma forma de liberdade, expressão, trazendo à tona desafios, reclamações e desejos silenciados muitas vezes.
Quando se trata de arte urbana, o assunto fica mais complexo, pois foi um estilo de arte que surgiu em periferias e hoje, circundam todas as cidades brasileiras. Os grafites, muráis e até mesmo as pichações passam suas próprias mensagens, criando um reflexo de nossa sociedade nos mesmos. O problema é o preconceito que tais movimentos sofrem, por terem sido criados por uma minoria, até nos dias de hoje são marginalizados e considerados crimes.
Um exemplo de preconceito, está no fato de existir uma lei no Ministério do Meio Ambiente, que limita as pinturas por spray, por conta da emissão de CO2, mesmo que ao pintar com tinta e pincéis, tenha quase o mesmo impacto ao meio ambiente.
Nas escolas, quando os estudantes são ensinados de arte, muitas vezes quando a arte urbana é mencionada, acaba sendo mostrado uma visão distorcida e errônea. Os alunos por não terem recebido instruções suficientes e certas, no futuro divulgam dados que atigem mais pessoas e transformam a liberdade da arte em prisão.
Contudo existem formas de valorizar a arte e mostrar sua importância para todos, a primeira seria criar oficinas tanto em escolas tanto em órgão públicos, como o Ministério de Cidadania, que incentivassem ao conhecimento e criação de novas obras urbanas. Outro caminho seria a flexibilização de leis já existentes de uma forma que abrace outras formas de arte urbana e incentive suas formas de demonstração. A arte pode mundar a forma de se ver o mundo como um todo, basta prestar atenção.