Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 07/07/2021
Na obra “Utopia”, do escritor britânico Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual essa se padroniza pela inexistência de conflitos. No entanto, ao observar a realidade, é perceptível que o argumento de More apresenta uma falha, uma vez que os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil impedem o plano do autor de estabelecer uma sociedade ideal. Desse modo, torna-se premente analisar as principais causas dessa problemática: o preconceito com o atual e a falta de investimento para a arte .
A priori, é notório que a discriminação de gerações passadas com o hordierno é um dos principais catalizadores dessa discutível. Nessa perspectiva, segundo o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a intolerância fixada no presente possui uma ligação com os preconceitos do passado, tendo em vista que muitos adultos criticam os jovens e a nova geração como eles, próprios, foram criticados em seu tempo. Assim, esse viés já implantado em uma parte da sociedade prejudica a valorização da arte moderna.
A posteriori, o menosprezo por parte do Estado, devido a falta de auxílio dada a projetos culturais, é um pretexto desse problema. Nesse sentido, é cabível apontar o caso do “crowdfunding” ou financiamento coletivo, que consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento e tem como objetivo dar suporte aos artistas, visto que esse é pouco oferecido pelo Governo. Ademais, a carência em apoio governamental aumenta a dificuldade da promoção da arte urbana.
Portanto, medidas são necessárias para superar os desafios da valorização do meio artístico no Brasil. Sendo assim, a Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), deve fornecer isenção fiscal, por meio de verbas destinadas a essa área, para escolas e universidades que incentivarem projetos artísticos, a fim de aumentar a apreciação pela cultura e acabar com estereótipos. Do mesmo modo, o Ministério da Cultura deve conceder incentivos monetários para grupos voltados à arte urbana, com o intuito de melhorá-los e atrair a população para o tipo artístico urbano. Com isso, o ideia de More não estará longe de se tornar realidade.