Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 04/07/2021

Toda a arte em sua ascenção enfrenta com sigo o estigma de suas origens ou preconceitos da sociedade. A arte urbana não se diferencia dessa relação, desde o seu surgimento na década de 60, é nitido em nossa sociedade a diferente ideia que o grafite, em especial, ocupa em comparação as outras formas de arte, sendo classificadas em alta cultura e baixa cultura.

O crítico de cultura brasileiro Guilherme Terreri classifica o surgimento do termo alta cultura como a representação da ascensão da cultura tida como “certa” em sobreposição às outras adjacentes, e normamente, essa cultura é pertencente a classe dominante de um país. E esse termo só retrata o pensamento de anos de dominação ideológica de uma classe por outra, onde neste caso discutido,  só é concebível uma forma de arte entre a população.

Há também a concepção de Adorno, em sua teoria de Indústria Cultural, que se relaciona com o termo “alta cultura”. Em uma sociedade adaptada a uma só ou poucas formas de arte aceitáveis, o surgimento de novas manifestações artísticas é dificultado ou até mesmo impossibilitado. E essa ideia é confirmada na situação das artes de rua, onde diversas ações populares ou governamentais impedem o florescer dessas manifestações, como o caso de uma ação de um morador de Belo Horizonte contra um mural artístico em seu prédio.

Essa problema pode ser solucionado em duas medidas, de curto e longo prazo. A curto prazo, o governo em conjunto com o ministério da cultura deve investir na ocupação de centros urbanos pelas manifestações culturais marginalizadas, a fim de gerar a normalização dessa forma de arte na sociedade. Há longo prazo, somente a educação das camadas da sociedade pode mudar a situação, por meio de um curriculo escolar informando sobre a arte urbana e sua relevância como manifestação artística ou propagandas sobre essa nova forma de arte, feitas pelo Ministério da Educação em conjunto ao Ministério da Cultura.