Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 08/07/2021

O grafite surgiu na década de 1970, em Nova Iorque, quando alguns jovens da cultura do hip-hop surgiram a deixar traços nas paredes da cidade. Essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos. Nesse sentido, a arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. No entanto, ela ainda é vista com preconceito e padece quanto à legislação brasileira.

Sob esse prisma, pode-se apontar com clareza a existência de um estigma negativo sobre a arte urbana, em especial por ser uma manifestação vinda, majoritariamente, da periferia e classes baixas. Para ilustrar, na cidade de São Paulo, o governo de João Dória pintou os muros da cidade de cinza com o intuito de reprimir as pichações e grafites. Porém, os desenhos, além de serem uma forma de expressão, também são importantes para a estética da cidade como um todo. Evidentemente, esse é um problema que deve ser discutido de forma mais minuciosa.

Ademais, os estatutos governamentais dificultam a livre manifestação dos trabalhos, uma vez que se são exigidas diversas regulamentações e existêm problemas quanto à emissão de CFCs na atmosfera. Por exemplo, tem-se a obra predial, carregada de senso crítico, “Deus é mãe”, que retrata uma família negra da periferia, e virou alvo de processos judiciais. Por mais que, a criação foi autorizada, pois as pichações ao seu redor foram taxadas como criminosas e trouxeram foco às investigações policiais.

Diante desse cenário, exortar da Câmara dos Deputados, a reformulação das leis relativas à burocracia para a produção das obras de arte, outrossim, a proibição de apagamento dos murais sem autorização judicial. Isso, com o intuito de preservar o pleno direito de expressão dos cidadãos e da livre manifestação da arte de rua. Não só, o Ministério da Educação deve implementar educação cultural nas escolas por meio de palestras, um fim de conscientizar os jovens e revolucionar a mentalidade das gerações futuras.