Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 07/07/2021

Analisando a formação das grandes cidades desde a revolução industrial e a criação dos centros urbanos, vê-se a presença da marginalização dos indivíduos da classe trabalhadora, os quais não faziam parte das elites e eram vistos como maus olhos. Tal olhar não é diferente em dias atuais em relação a arte de rua e seu significado, sendo ainda considerada vandalismos por muitos e não apreciada pela sociedade como um acréscimo a paisagem urbana. Dessa forma, a marginalização sofrida por esse tipo de arte e a própria falta de conhecimento sobre a mesma, levam as causas do problema.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a marginalização da arte de rua e suas derivações é causada principalmente pelo preconceito. Na década de 70, nos Estados Unidos, foi criado o grafite, arte vinda dos mais pobre, negros e desvalorizados pela sociedade, tornou-se um grito, por uma luta e a busca da espreção e democratização atraves da arte. Em síntese, por causas vindas da relação que é feita com algo de cunho inferior, criminoso com as periferias e as populações pobres, tem-se o processo do preconceito enraizado na sociedade brasileira.

Além disso, a falta de informação e conhecimento dos indivíduos sobre a arte feita nas ruas leva a mais uma das causas. Segundo a teoria de Durkheim, o fato social é uma coletividade de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Tal fato, é visível ao se tratar que a opinião superficial da sociedade sobre a arte urbana vem da generalização gerada a partir da insipiência de incentivo cultural e informacional sobre esse movimento artístico.

Logo, o desprezo e a ignorância sofridos por essa manifestação artística necessita ser combatida. Dessa maneira, o Estado deve, por meio de investimentos em programas publicitários e oficinas, conscientizar a importância da arte urbana para a cultura nacional, visando trazer a apreciação do público para esse tipo de arte, principalmente as classes média e alta, sendo essas as que promovem o preconceito a essa manifestação. Para assim, ampliar o reconhecimento desse movimento em território brasileiro.