Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 08/07/2021
Em meados de novembro de 2020 em Belo Horizonte, um condômino entrou com uma ação judicial para que uma obra de arte no prédio onde ele mora fosse apagada, o que gerou polêmicas a respeito do assunto. Acerca dessa lógica, ainda há controversas acerca da arte urbana no Brasil. Nesse tocante a problemática se dá devido ao preconceito da população e à escassez de incentivos para a cultura.
Sob esse viés, há um pensamento equivocado dos cidadãos a respeito das intervenções urbanas artísticas. Nesse plano, existe uma ignorância da população diante dos artistas urbanos, o que expõe os preconceitos contra essas pessoas que estão enraizados na cabeça de muitos brasileiros. Nesse tocante, segundo o cientista Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Desse modo, a intolerância infelizmente acaba sendo uma realidade.
Outrossim, a falta de incentivo monetário por parte do Governo impacta diretamente no interesse da população na cultura. Nessa perspectiva, de acordo com a filósofa alemã Hannah Arendt, só se é um cidadão quando se é capaz de modificar e fazer parte ativamente da cidade. Logo, é fundamental um maior envolvimento das pessoas no ofício, uma vez que uma grande parcela da arte de rua aborda temáticas políticas, que podem servir de ferramenta para mudar a realidade e ampliar a voz dos indivíduos.
Dessa forma, relacionando a realidade brasileira com o ativista Mahatma Gandhi, que afirmou que “temos de nos tornar a mudança que queremos ver”, percebe-se a necessidade de um olhar mais atencioso em relação ao tema. Logo, é importante, por parte do Ministério da Cultura, uma vez que é responsável pela arte e cultura nacional, promover campanhas através de veículos de mídia, expondo a importância, e os impactos da arte urbana no Brasil. Dessa maneira será possível promover uma diminuição do preconceito e, consequentemente, um novo olhar sobre o tema.