Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 08/07/2021

A arte, a qual pode possuir tantos significados, sofreu diversas alterações ao longo da história, majoritariamente nas Idades Moderna e Contemporânea. Atualmente, um novo subgênero dela vem surgindo nos espaços das cidades: a arte urbana, que, no entanto, recorrentemente tem desafios com relação à sua valorização em todo o globo, e o Brasil não sai dessa lista. Tais entraves decorrem da marginalização feita a essa corrente artística e da própria falta de conhecimento sobre ela.

Primeiramente, a estereotipagem para com a “street art” (outro nome que recebe) é um grande problema. Desde o nascimento dos seus primeiros representantes, como na criação do grafite nos Estados Unidos, na década de 70, percebe-se o preconceito contra a mesma, que culmina, dessa forma, na sua dificuldade de se estabelecer. Logo, muito disso se dá em razão da relação com algo de cunho inferior, criminoso, que a maioria das pessoas faz com a referida expressão de estética. Com isso, vê-se como essa tratativa já é antiga, mas, ao mesmo tempo, atual.

Paralelamente, a desinformação sobre a abordada questão também é uma enorme problemática. Ligada a esta, pode-se destacar a teoria de Durkheim, segundo a qual o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade, que bem se aplica ao senso comum de não se ater à arte urbana, de forma a contribuir para o “buraco” em seu reconhecimento. O motivo dessa conjuntura se mostra, na medida em que se tem a insipiência de incentivo cultural dada a essa forma artística, promovendo, portanto, a sua “invisibilidade”.

Assim, precisa-se coibir essa titulação arbritária, além da negligência quanto a informações sobre o tema. Destarte, o Estado deve, por meio de investimentos em programas publicitários, conscientizar a importância dessa “técnica das ruas”. Visa-se, então, ampliar o reconhecimento desse movimento em território brasileiro, principalmente entre os indivíduos de classes média e alta. Por conseguinte, estimula-se uma igualdade de maneiras de se expressar o ambiente em volta de todos.