Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 08/07/2021
Em meados de 1500, chegava a frota portuguesa ao Brasil. Se iniciava um processo de colonização e escravidao que se perpetuou durante séculos. Tendo em vista esse assunto, Darcy Ribeiro, educador afirmou: O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem um perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso. Esta mesma classe dominante impede a valorização da arte urbana, por desconhecimento e preconceito sociorracial. Em primeira análise, precisa-se dissertar sobre os motivos para o preconceito da elite, com as artes urbanas. Nesse sentido, no Brasil a cultura e a arte, sempre foram inacessíveis para a sociedade em geral e considerados exclusivo para um público restrito e para artistas com um bom status social. Dessa forma, no mundo da musica, artistas negros e de origem pobre sofreram com a desvalorizacao das grandes emissoras televisas e da classe alta, como: Tim Maia e Cartola, conhecidos mundialmente. Além disso, nota-se na sociedade em geral, um preconceito com o grafite. Os grafiteiros são taxados de pichadores e vândalos, sendo marginalizados pela polícia e civis. Assim como, dançarinos e cantores de rua que são vistos como pedintes e não recebem nenhum incentivo governamental e vivem no ostracismo. Diante disso, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação deve realizar ações e projetos de teor artístico nas escolas, para conscientizar os jovens da importância das artes urbanas. Além disso, por meio de incentivos e auxílios, o Ministério da Cultura deve investir em eventos sociais visando que os artistas de rua sejam devidamente reconhecidos e remunerados. Desta forma, com o trabalho na raiz do problema, seguramente no futuro a arte urbana será admirada e devidamente valorizada.