Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 08/07/2021
Desde os tempos pré-históricos, por meio das pinturas rupestres, o homem registra acontecimentos e fatos importantes de seu cotidiano nas paredes das cavernas. Hoje em dia, no Brasil, manifestações artísticas semelhantes, como o grafite e a pichação, são infelizmente vistas como formas de vandalismo, o que dificulta sua promoção na sociedade. Isso se deve ao preconceito com que os brasileiros encaram tais expressões artísticas e sua pouca promoção em nosso país.
Certamente, as artes urbanas são muitas vezes vistas como formas de vandalismo pela sociedade brasileira. Dentre essas manifestações, o grafite e a pichação são os principais alvos de preconceito e repressão. Por exemplo, em 2017, o então prefeito de São Paulo, João Dória, decretou que as pinturas murais da cidade fossem completamente apagadas, dando à metrópole um tom ainda mais acinzentado, completamente destoante das cores vivas que o grafite e a pichação agregam à paisagem urbana.
Além disso, não bastasse o preconceito e a repressão, as artes urbanas enfrentam ainda sua pouca promoção. Isso se deve principalmente ao fato dessas expressões serem comuns às camadas mais marginalizadas da sociedade, que usam delas para chamarem a atenção dos governantes para problemas sociais brasileiros importantes, como a fome e as drogas.
Portanto, percebe-se que o preconceito contra a arte urbana e sua pouca promoção são os principais desafios a serem superados para sua valorização no Brasil. Cabe ao Ministério da Cidadania investir na desconstrução do preconceito contra as artes urbanas no país por meio de campanhas publicitárias veiculadas nos meios de comunicação. Elas devem abordar a importância social que essas manifestações artísticas possuem, de modo a fazer com que os brasileiros enxerguem de melhor maneira as artes urbanas no nosso país.