Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 10/07/2021

O grafite, uma das principais formas de arte urbana, representa importante meio de expressão social, haja vista abordar temas que impactam a sociedade, como política e direitos humanos, ajudando a promover uma reflexão social sobre os problemas cotidianos. Entretanto, ainda existe certa estigmatização acerca desses trabalhos, com pessoas o entendendo como vandalismo ou mesmo igual visual.

A Constituição brasileira preconiza no artigo 5º que é livre a liberdade artística, sendo vedado qualquer tipo de censura. A liberdade de expressão está interligada com a artística, constituindo pilares importantes para a garantia dos direitos fundamentais do ser humano.

Nesse diapasão, emerge o grafite, no qual os artistas expõem suas obras carregadas de criticas sociais, tendo como objetivo principal causar impactado nos telespectores, chamando-os a refletir sobre o tema exposto. Um proemiente nome brasileiro no grafite é Eduardo Kobra, que na sua Obra “Stop Wars”, feita nos Estados Unidos, crítica a política de guerra deste país.

Apesar de ser uma ferramenta de expressão artística, ainda há aqueles que enxergam o grafite como ato de vandalismo ao promover uma suposta “poluição visual”. É preciso reconhecer que existe um pequeno grupo de grafiteiros que picham imóveis privados sem permissão do propietário, porém, isso é a exceção. A maioria usa espaços públicos com obras que, além de ter conotação social, ainda embelezam as ruas. Em bairros pobres, por exemplo, esse tipo de arte ajuda a melhorar a paisagem.

Dessa forma, com o intuito de reduzir o preconceito com o grafite, é essencial que o governo federal, através da Secretaria da Cultura, adote políticas assertivas para promover a conscientização da população sobre a importância da arte urbana no desenvolvimento cultural do país. A adoção de palestras nas escolas e eventos sociais para a exposição dessas obras também ajudaria na maior compreensão do seu papel social.