Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 14/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante da nação, em seu artigo 6, garante o acesso de qualquer brasileiro à cultura. Contudo, tal prerrogativa não se reverbera na realidade quando o assunto é a valorização da arte urbana no Brasil. Tal conjuntura é consequência não somente da má influência da media, mas também da ineficiência do governo.
Em uma primeira análise, é importante destacar a inércia do Estado no que se tange a atual situação da desvalorização da arte de rua no Brasil. Nesse contexto, a falta de incentivo governamental, para com os artistas, e a desvalorização da arte, são os principais sintomas desse problemática. Nesse sentido, para o filósofo Jonh Lucke, tal conjuntura configura-se como uma quebra do contrato social, visto que o governo não cumpre seu papel de garantir todos os direitos a seus cidadãos.
Ademais, a media influência de forma negativa a mentalidade do coletivo. Nesse sentido, tal situação evidencia-se pela falta de discussões saudáveis a respeito do assunto, ligação da arte ao vandalismo, além de uma espécie de silenciamento do tema, algo, que segundo o filósofo Foucout, acontece a fim de manter estruturas sociais de poder. Fator esse, que influencia diretamente na aceitabilidade da arte e prejudica de forma acentuadas os artistas e todas as manifestações a quais eles são ligados, algo, infelizmente, muito recorrente em nossa sociedade atual.
Portanto, medidas são necessárias para que essa situação se modifique. O MEC, por meio de projeto de lei, que será entregue a câmara dos deputados, deve tornar obrigatório o ensino da arte urbana nas escolas, além disso, deve garantir um fundo para o patrocínio dos artistas, a fim de retirar esse conceito da marginalidade. Dessa forma, o acesso a cultura será respeitado, tal qual dita a Constituição Federal.