Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 22/07/2021
A Semana de Arte Moderna ocorrida na cidade de São Paulo em 1922 foi responsável por alterar o conceito sobre o que é a arte. Antes, era influenciada pelo padrão europeu, que, após o evento, passou a ser um movimento artístico popular voltado para críticas sociais. Nos dias atuais, a arte continua sendo um instrumento de expressão bastante influenciador, principalmente a urbana, ainda que haja desafios para sua valorização.
Sua desvalorização é explicada pelo fato do padrão artístico existente no Brasil ter sido fortemente influenciado pela visão eurocêntrica que aqui perdura desde a chegada dos portugueses. Tendo, portanto, como consequência o preconceito que a população tem com a arte de rua, associando-a à algo feio e criminoso, ainda que haja a lei federal 706/07 promulgada em 2009 que a descriminaliza.
Há também justificativas pautadas na falta de incentivo por parte das escolas, que não possuem uma boa grade curricular da matéria de Artes que permita a imersão de crianças e adolescentes em variados estilos de obras artísticas. Continuamente, de acordo com o MEC, 8,2% da população é analfabeta, isso contribui para a formação de adultos ignorantes que perpetuam a discriminção contra o grafite.
Portanto, é mister que as mídias sociais e de televisão promovam campanhas e propagandas de divulgação de artistas e suas pinturas com a finalidade de mostrar à população que a arte de rua também é um mecanismo de expressão. É igualmente necessário que o Ministério da Educação em conjunto com a BNCC atualize e enriqueça a matéria de Artes com o intuito de ensinar à juventude o pluralismo artístico que há no Brasil, para que assim seja efetivada a valorização da arte urbana.