Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/07/2021
Segundo o jornalista Ernst Fisher, o ser humano utiliza da arte para dialogar com o meio em vive. Nesse contexto, faz-se analogia com a arte urbana, visto que é um meio de comunicação entre o artista e espaço urbano. Contudo, encontra-se desafios como o preconceito, o que ocasiona terríveis danos sociais para toda a população. Logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater tal problemática.
De início, vale ressaltar a rápida urbanização brasileira, a qual foi responsável por modificar as relações sociais e formar periferias, áreas afastadas e ocupadas por cidadãos com menor poder aquisitivo. Com isso, na periferia surgiu sua própria arte, a arte urbana, caracterizada por pichações e grafites em muros, placas, prédios, entre outros meios de exposição. Porém, junto à difusão artística, focos de preconceitos apareceram, notoriamente, uma vez que essa arte possibilitou a incersão de grupos sociais, até então excluídos, em locais elitizados e, principalmente, que fossem vistos por todo o restante da sociedade e que pudessem transmitir mensagens e ideologias pra estes. O documentário “Pixo” retrata os obstáculos enfrentados por essa camada social, evidenciando o preconceito existente.
Consequentemente, ao impedirem a atuação dos artistas urbanos, toda a população sofre com os danos da perda dessa arte. Nessa perspectiva, com a ausência das pichações e grafites, os indíduos deixam de conectarem-se com artes distintas, que ampliam o senso crítico e, por conseguinte, paralizam a inclusão social. Além disso, coíbem a liberdade de expressão desses grupos sociais, haja vista que serão impossibilitados de mostrar seus trabalhos artísticos. Segundo o Art. 5º da Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, à propriedade, nos termos seguintes, assim, busca-se soluções que revertam a realidade supracitada e garanta os direitos a todos, conforme a lei.
Portanto, o governo deve inserir aulas sobre a arte urbana, por meio da grade curricular, mostrando a importância dessa arte para a formação cultural de cada indivíduo e suas diretrizes, com o objetivo de modificar o preconceito e influenciar a aceitação social. Dessa forma, ter-se-á uma sociedade mais expressiva e com centros urbanos mais coloridos.