Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/08/2021

Com a crise da Europa no século XX, por contas das guerras, muitos imigrantes vieram para o Brasil, e este estendeu o “braço” para esses refugiados, que traziam consigo novas percepções de mundo. O jornalista austríaco Stefan Zweig escreveu o livro “Brasil, país do futuro” declarou que seria “o camelot do Brasil na Europa”. No entanto, ao olhar para os desafios do país na avaliação da arte urbana, que por muitos não é considerada arte e sim como vandalismo, em virtude da segregação social e do preconceito inserido na sociedade.

Inicialmente, o patrimônio ideológico da produção artística, como recurso destinado ao uso da elite, é preservado na comunidade e continua a desvalorização da arte de rua. Nesse sentido, constata-se que o discurso hegemônico introduzido, moldou o comportamento do cidadão a desprezar e não considerar tais manifestações, que são feitas em maioria por pessoas de classes mais baixas, como arte. Consequentemente, com o conceito estabelecido de arte como meio de expressão artística da classe alta, a arte adquiriu características de elitismo que é uma vertente da ciência política baseada no princípio minoritário, segundo o qual o poder político está sempre nas mãos de uma minoria bem ajustada, o que ajudou a excluir as outras clases.

Além disso, é evidente a discriminação contra o graffiti de rua na sociedade, marcas consideradas vandalismo, gerando preconceito na comunidade. Segundo o físico teórico Albert Einstein, “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Logo, falta à escola de uma educação cultural, que possibilite a reflexão e a valorização dos comportamentos e formas de expressão cultural na sociedade. Sendo assim, sem o auxílio da educação, a distinção entre arte institucionalizada e arte urbana continuará a trazer regras, levando à marginalização dessas formas de expressão.

Portanto, é preciso mudar a forma visual humana do vandalismo, o que é feito com o apoio da legislação e do governo federal, para formular em conjunto de leis precisas e eficazes contra os preconceitos artísticos e forçar a divulgação pública do conhecimento sobre a cultura brasileira nas escolas através de palestras, dados, brochuras e anúncios. Assim, o respeito, e o carinho, e a nova formal de ver o mundo são implantadas entre a cultura brasileira e aos cidadãos, só dessa forma, o país estará realmente indo para o futuro.