Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/08/2021

Andar pelas ruas de uma cidade qualquer certamente seria uma experiência melancólica se não houvesse uma pintura sequer na parede. Apenas o barulho dos carros não constrói a identidade sonora de uma metrópole. Com o passar do tempo, a vida urbana tornou-se indissociável da arte ao passo que o grafite bem como uma poesia cantada transformaram-se nas bandeiras e hinos das metrópoles e megalópoles brasileiras. Visto que é impossível agradar a todos, há uma vertente social que por preconceito marginaliza tal expressão. Associado a isso, a falta de incentivo social e financeiro apresenta-se incomensurável ameaça à expressão cultural e artística que anima as cidades.

A princípio, faz-se fundamental evidenciar que a imagem marginalizada que se cria nos artistas urbanos é completamente preconceituosa. Na Europa, enquanto a sociedade da época via transição do Barroco ao Neoclássico no início do século XVIII, a igreja católica, detentora dos núcleos artísticos, denominou os novos compositores e pintores de hereges visto que tentaram inovar e fugir da cadeia dogmática que havia sido criada. O mesmo se faz com os artistas que buscam se manifestar no meio urbano. Tecendo analogia com a história, a sociedade atual cria uma imagem marginalizada dos praticantes da arte urbana evitentemente errônea. Nesse contexto, o combate ao preconceito mostra-se um bom caminho a ser seguido pelos praticantes e simpatizantes da arte das grandes cidades.

Outrossim, a falta de investimento bem como a carência de recursos financeiros de boa parte dos praticantes é fator determinante para que muitos larguem a atividade. De acordo com o que enuncia a primeira lei da dinâmica elaborada por Newton, um corpo parado permanecerá parado se não houver força que atue sobre ele. O físico inglês, nem pode supor que seu enunciado teria mesmo atuação fora da física. O artista que não é incentivado tende a ficar na inércia, portanto, a falta de investimento associada a pouca notoriedade da arte urbana são fatores inoportunos para o desenvolvimento da expressão. Combater tal obstáculo significa evidenciar a importancia bem como atuar pela valorização da linguagem das ruas.

Tendo em vista os argumentos dados, conduz-se a solução para as instutições de consideráveis ​​investimentos. Em prol de cidades vivas e cheias de artes, faz-se necessário cobrar das secretarias municipais e ministério da cultura para que tomem medidas mais enérgicas na conservação da identidade de um povo que a manifestação em forma de arte ao passo que também se faz bem vindas quaisquer medidas da iniciativa privada a manutenção privada.