Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 02/08/2021
O grafite iniciou-se no Brasil no início da década de 70 com influências norte-americanas que já praticavam nas ruas de New York. Analogamente, apesar de ser antiga, essa prática nunca foi valorizada e enfrenta desafios diários. Logo, para amenizar deve-se levar em consideração o preconceito e desinformação das pessoas, além do descaso dos governantes com os artistas. Dessa maneira, apesar dos problemas, a luta segue para obter o devido reconhecimento.
Nesse aspecto, o movimento em geral sofre muito preconceito e é julgado como vandalismo. Como se vê, o arquiteto canadense Frank Gehry disse: “As cidades têm que ter ícones. Bibliotecas, hospitais, museus. Dentro de 100 anos, as pessoas verão e dirão: O que é isso? . E pensarão: É arte”. Em paralelo a isso, a arte urbana vem para ser esse ícone, grandes desenhos coloridos expressos em enormes prédios, geralmente acompanhadas de uma crítica social. Além disso, os desenhos servem para embelezar a cidade e tirar o “aspecto cinza” presente em grandes metrópoles como São Paulo e podem ser vistas como uma indentidade local. Com efeito, a arte praticada nas cidades não polui visalmente o lugar e não caracteriza o uma infração.
Outrossim, além do que foi citado anteriormente, o governo não contribui e oprime os grafiteiros. Nessa visão, o documentário “Cidade cinza”, traz à tona diversos relatos de artistas famosos sobre o assunto, e aborda diversas discussões sobre cultura urbana. Ademais, apenas em 2009 foi aprovada a lei de descriminalização do grafite e aliada a inúmeras campanhas de “limpeza” da cidade, removendo os desenhos e dificultando cada vez mais a vida dessas pessoas. Assim, o estado atrapalha bastante.
Portanto, são evidentes os desafios. Para garantir uma maior valorização da arte urbana, a ação da população em se informar e divulgar o trabalho dos artistas por meio de redes sociais é de extrema importância. Dessa forma, o ambiente pode ser bem melhor no futuro.