Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 02/08/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito ao acesso à cultura. Porém, em oposição à essa garantia, observa-se que a arte urbana no Brasil - meio de agregação cultural - não tem recebido atenção suficiente e enfrenta alguns desafios para ser reconhecida. A desvalorização dessas artes decorre dos preconceitos sociais existentes e do escasso investimento governamental, o que cria o tal problema.

Em primeiro lugar, é importante notar que a aversão da sociedade à arte urbana expõe um dos principais motivos que dificultam a apreciação da arte. Esse pré-julgamento se deve ao fato de grande parte das pessoas não compreender os verdadeiros ideais do artista e de sua obra. Portanto, ao retratar a realidade voltada para a difusão da crítica social, política e econômica, na maioria das vezes, seu trabalho não é bem entendido. Logo, é perceptível a intolerância às formas de expressão populares, como graffiti, teatros e outras instalações, típicos de espaços urbanos.

Em segundo lugar, a negligência do Estado em apoiar todos os artistas pode ser considerada um fator agravante do problema. Devido à falta de recursos para a arte em geral e à falta de condições para as classes sociais mais baixas, tais pessoas acabam por formar grupos voltados para a expressão da arte nas ruas. No entanto, como essas pessoas não estão legalmente autorizadas a escrever e fazer graffiti em locais públicos e privados, são consideradas marginalizadas. Portanto, é notória a importância do investimento governamental para evitar situações semelhantes caudadas pela falta de área suficiente de divulgação da arte.

Portanto, vale ressaltar que medidas devem ser tomadas para combater a desvalorização da arte urbana. As instituições escolares, por intermédio do Ministério da Educação, devem ser responsabilizadas a transmitir aos alunos a importância da cultura por meio de palestras educacionais e debates, a fim de formar futuros cidadãos. Por conseguinte, urge aos governos locais prestar mais atenção a esta questão e disponibilizar recursos que possam ser investidos no trabalho desses artistas e em espaços apropriados para este estilo de arte, visando cultivar pessoas boas, e não criminosos.