Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 02/08/2021

O atual governador do estado de São Paulo, João Doria, em 2017, começou a apagar os grafites feitos na capital do estado, cidade de São Paulo. Com isso, percebe-se que os desafios para a valorização da arte urbana foi falho devido à marginalização e ao preconceito inseridos na sociedade.

Em primeira  análise, fica clara a herança história da arte urbana como forma de protesto e manifestação em meio a acontecimentos passados, como a Ditadura Militar, onde essa arte dava voz às pessoas que lutavam contra esse regime. Sob essa perspectiva, segundo Thomas Wolfe,  escritor americano, a cultura é a arte elevada a um conjunto de crenças. Desse modo, percebe-se que manifestações artísticas são importantes para a formação da cultura de uma sociedade, porém as artes urbanas são consideradas um tipo de arte discriminada pelo fato de ter maior parte dos artistas serem da periferia.

Ademais, é notável na sociedade a descriminação e ignorância quanto aos grafites urbanos, ao considerar essas marcas um crime chamado vandalismo, formando assim, uma sociedade preconceituosa. De acordo com Norberto Bobbio , o preconceito é algo criado na cabeça dos homens, é perigoso e deve ser combatido para viver numa sociedade livre. Sendo assim, é visto que falta educação cultural nas escolas e dessa forma as distinções e valorização da arte urbana e de outras artes geram a marginalização dessas formas de expressão.

Diante do exposto, é necessário que sejam tomadas medidas cabíveis para a resolução dos problemas apresentados. Para este propósito, as escolas podem começar a discutir nas aulas de arte sobre a arte urbana e sua importância tanto para a cultura quanto para a cidade, o Ministério da Cidadania pode criar oficinas de arte urbana para que os artistas aprendam a respeito e como utilizar essa manifestação da melhor forma, além de concursos de arte para a descoberta de novos talentos, podendo fazer essa arte se difundir pela cidade.