Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 02/08/2021
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os desafios para a valorização da arte urbana, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e o problema persiste intrisicamente ligada à realidade de um país, seja pelo preconceito, seja pela falta de políticas públicas inclusivas. Nesse sentindo, convém analisarmos as principais consequências de tal postura para que esse desafio seja superado.
É indubitável que a questão governamental e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o escritor brasileiro Fernando Pessoa, a arte é a autoexpressão lutando para ser absoluta. De maneira análoga, é possivel perceber que, o Governo do território brasileiro não possui muita aplicação na cultura, tendo omissão de investimentos na arte urbana, fato esse que serve até para pontos turísticos urbanos, porém os recursos aindam são mínimos. De acordo com o IBGE, os governos estaduais limitaram de 0,42% em 2011 para 0,28% em 2018 e as cidades diminuíram de 1,12% em 2011 para 0,79% em 2018.
Outrossim, destaca-se o preconceito como impulsionador do problema. Essa arte é encontrada performances, grafite, teatro, etc. E na maioria dos casos é vista como um ato de marginalização, principalmente pelos grafiteiros, sendo ainda mais retraída entre as pessoas que são negras e pobres. Diante do exposto, medidas se fazem necessárias para a solução dessa adversidade.
Portanto, é evidente que ainda há entraves para assegurar a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade melhor. Destarte, o Ministério da Cultura deve criar um programa para que os artistas urbanos façam um cadastro e recebam um auxílio para custear seus gastos com o embelezamento das paredes grafitadas e outras demais atrações. Assim, as pessoas dariam mais valor e “quebraria” o conceito que todo artista urbano é um deliquente, a fim de que a sociedade se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.