Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 18/08/2021

No início do século XX o mundo presenciou o movimento mais revolucionário da arte moderna. Ocorrido na Europa, o nascimento das vanguardas trouxe uma concepção única para a ideia de liberdade expressiva dos artistas, além de ter tornado a arte um instrumento mais crítico e de maior denúncia social. Cubismo, expressionismo, dadaísmo, futurismo, entre outros, são escolas artísticas que romperam os padrões tradicionais da época, e revelaram alguns dos artistas mais importantes da atualidade. Analogamente, a arte urbana tenta resgatar muitos desses conceitos no Brasil, entretanto sofre com preconceitos baseados na elitização da arte e na invizibilização das camadas sociais mais pobres, dificultando a sua valorização.

Em primeiro lugar, é importante falar sobre a elitização e a falta de democratização do acesso a arte. Durante o período do renascimento, por exemplo, os artistas só produziam aquilo que agradava e representava a elite que os sustentavam - os chamados mecenas na época. O Brasil seguiu essa tendência problematica, e durante muito tempo as inspirações artísticas só se comunicavam e seguiam regras de uma parte seleta da população. A arte urbana veio justamente para acabar com esse paradigma, renegando regras estéticas rígidas e mantendo - se sem padrão. Sua postura revolunacionária sofre com o preconceito e consequentemente com a falta de valorização, tal como ocorreu com a histórica semana de arte moderna em 1922.

Além disso, a arte urbana tende a dar voz para temas variados, muitas vezes polêmicos, voltando - se para as denuncias sociais e homenagendo idolos populares e periféricos. A exemplo disso pode - se citar o mural, localizado proximo a estação de metrô Capão Redondo, pintado pelo Kobra - artista de renome internacional - que consagra o grupo de rap Racionais Mc’s. Embora gestos como esse sejam um enorme simbolo de resistência e representatividade, não são bem vistos pela sociedade de modo geral, já que trazem atenção para grupos marginalizados e esquecidos pela mídia e pelo Estado, todo esse cenário reforça o preconceito e a não valorização dessas manisfestações artísticas no país.

Tendo em vista os argumentos apresentados, fica claro que o desafio para a valorização do urbanismo no Brasil está ligado a precocenceitos e a invizibilização das minorias. Portanto, torna - se necessário combater essas questões, atráves do Ministério da Cidadania - orgão responsável por gerir assuntos referentes a cultura, arte e esporte - que em parceria com Ong’s de cunho social, deve investir em medidas que difundam a street art. Isso será feito através de propagandas publicitárias que relembrem os grandes movimentos artísticos da nação e como eles se mesclam com a cultura popular. Tudo isso, afim de incentivar a valozição desse movimento artistico no país.