Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 05/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar na sociedade. Entretando, a falta de valorização da arte urbana no Brasil ainda se mostra muito presente na sociedade contemporânea, sendo confundida com o gráfite, por ser uma forma de vandalismo. Diante disso, evidencia-se uma necessidade de melhoras no sistema de circulação de notícias no país.

Basilarmente, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de informações, uma vez que a arte urbana traz propósitos de embelezar o ambiente, por sua vez foi discriminalizada em Março de 2009, mas atualmente muitos confundem com gráfite que é uma forma de vandalismo. Diante disso, a população não sabe julgar e diferenciar o que é cada uma, gerando grande preconteceito em artistas. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a cultura e acesso ao conhecimento, o que é evidente.

Ademais, é fundamental destacar a sociedade conservadora e sem conhecimento como impulsionador do  preconceitos com os artistas no Brasil. Diante de tal exposto, o grafite é frequentemente usado como uma forma de comunicação entre grafiteiros ou gangues de rua e a arte urbana visa a atingir um público amplo, diferente do grafite e de tagging, que são vistos por muitas pessoas como forma de vandalismo. Portanto, sua obras de arte são desvalorizadas pela falta  de cultura. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, através do Ministério da Educação e Cultura, desenvolva em escolas estudos sobre a arte contemporânea e de modo em que a mídia mostre a nova realidade das novas artes, com a finalidade de desconstruir um pensamento retrógrado, mostrando para toda população os novos artistas, valorizando a arte urbana, mostrando seus valores. Assim, se consolidará uma sociedade aonde o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.