Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/08/2021

O movimento artístico “Barroco”, caracterizado por riqueza de detalhes impressionistas, marcou a história do mundo pela valorização de seus produtos encontrados nas grandes catedrais, pinturas, músicas e textos da época. Entretanto, na atualidade, há desafios para enaltecer a arte contemporânea desenvolvida nas grandes cidades, por conta da intolerância ao desenvolvimento de um olhar crítico positivo sobre as obras. Nesse sentido, é importante compreender a importância da arte para a história, bem como o papel da educação na busca pela valorização da arte urbana.

Em primeira análise, é certo que a arte marca a história por ser um dos meios de manifestação social. Durante a Ditadura Militar no Brasil, uma das formas de expressar críticas foi através das pinturas, textos, músicas e até ensaios de moda como no caso da estilista Zuzu Angel. Percebe-se, que esse meio de expressão humana foi importante por dar voz ao povo verazmente censurado. Por fim, a arte se tornou um mecanismo marcante do desenvolvimento social por expor características de cada momento histórico.

Nessa perspectiva, a educação é muito importante para valorizar a arte urbana no sentido de conscientizar, desenvolvendo um olhar crítico positivo. Segundo Nelson Mandela, " a educação é a arma mais poderosa que se tem para mudar o mundo". Com isso, entende-se que para formar um senso analista de admiração e valorização do “Street art”, as crianças e jovens devem ser conscientizados sobre a importância dessa manifestação. Em suma, é preciso usar o ensino para entender a arte urbana como elemento marcante na história.

Portanto, os desafios para a valorização da arte urbana precisam ser contornados. Para isso, o MEC em união com o Ministério das Cidades deve assegurar a formação desse olhar crítico positivo, decorrente da conscientização de que a arte é fundamental para marcar a história. Isso, por meio de aulas especiais voltadas a análise de obras importantes, é palestras com artistas urbanos, visando promover contato mais direto com “Stret art”, mas respeitando regionalismo como grafite no Sudeste ou análogos à Xilogravura no Nordeste. Assim, é possível valorizar a arte das cidades e propiciar seu “toque” temporal, como o Barroco.