Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/10/2021
Em 1964, deu-se início ao período da Ditadura Militar no Brasil, momento marcado pela forte repressão à liberdade de expressão e às diferentes formas de arte. Ao analisar o tema, vê-se que ideais semelhantes àqueles supracitados ainda perpetuam na sociedade atual, resultando em preconceito e na marginalização da arte urbana, causados, ainda, pela falta de investimento por parte do governo.
Primeiramente, a arte de rua como forma de expressão faz parte da cultura e identidade do local, embelezando as ruas, como forma de protesto ou mesmo retratando a realidade vivida por seus autores. Contudo, por ser proveniente das periferias, é erroneamente associada ao crime, interpretada como pichação. Segundo o filósofo francês Voltaire, “o preconceito é a opinião sem conhecimento”, dessa forma, invalidar o grafite e o marginalizar é intolerável e necessita de intervenção.
Além disso, a negligência por parte de órgãos públicos em relação à problemática vigente, torna-se mais um impasse no caminho para a valorização da arte urbana. John Locke, em sua teoria contratualista, afirma que é dever do Estado garantir direitos imprescindíveis aos cidadãos, como a liberdade de expressão. Logo, democratizar a arte e o acesso à cultura é essencial, tendo em vista que promove a educação, cidadania e reduz a criminalidade.
Depreende-se, portanto que a promulgação de medidas para solucionar a problemática se faz necessária. Sendo assim, deve-se realizar projetos educativos em comunidades e escolas, através da Secretaria da Cultura local, juntamente com a prefeitura, visando conscientizar a população acerca das diferentes formas de arte e dando oportunidade para os jovens nesse campo. Somente assim, os ideais preconceituosos em relação à arte urbana venham a ser extinguidos.