Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 13/10/2021

Os aritistas do Modernismo foram alvos de críticas e preconceitos por apresentarem características que divergiam dos demais movimentos artísticos. De forma análoga a essa conjuntura, pode-se afirmar que no século XXI, os artistas da arte urbana também vivenciam essa desvalorização. Esse fator ocorre, sobretudo, devido à falta de conhecimento da população no que tange a diversidade de expressões artísticas. Nesse sentido, convém analisar as causas e as soluções viáveis para atenuar tal problemática.

Deve-se analisar, de início, como o descaso governamental contribui, significativamente, para a ocorrência desse impasse. Segundo a Constituição de 1988, é dever do poder público zelar pelo bem-estar de todos os cidadãos, garantindo os direitos essenciais, como o acesso à cultura. Entretanto, são poucos, de fato, que possuem esses privilégios efetivados, tendo em vista que muitos indivíduos não possuem condições socioeconômicas favoráveis para frequentar exposições privadas e conhecer a diversidade de expressões artísticas, por exemplo. Dessa maneira, esses cidadãos não reconhecem essa pluralidade, fato que corrobora para a desvalorização diante delas.

Somado a isso, é essencial compreender como a falta de uma educação cultural dinâmica voltada para a tolerância e para o reconhecimento de diversas expressões artísticas permite a manutenção desse panorama. Ao analisar a grade curricular obrigatória das instituições públicas de ensino, é perceptível que não existe nenhuma disciplina que vise, sobretudo, uma educação cultural eficaz. Sob tal perspectiva, pode-se afirmar que a falta dessa direcionamento contribui para o desenvolvimento de uma comunidade preconceituosa e, consequentemente, promove a marginalização de determinadas expressões culturais, como a arte urbana. Tal cenário evidencia-se a necessidade de ações contundentes para mitigar essa panorama de intolerância e desvalorização.

Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria em inserir ao planejamento escolar aulas e palestras, com a participação de artistas de diferentes estilos. Nesse processo educativo, devem ser abordadas as diversas expressões artísticas, a fim de conscientizar os estudantes e garantir os direitos presentes na Magda Carta brasileira. Ademais, é de extrema importância que a mídia divulgue nos principais meios de comunicação, como publicações nas redes sociais e canais públicos da televisão, a importância de extinguir o preconceito em relação a pluralidade de manifestação culturais, com o objetivo de evitar a marginalização da arte urbana e das demais.