Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 07/11/2021
Na série ´´Malhação: Intensa como a Vida``, são retratadas várias narrativas, entre elas, destaca-se a de Lia, uma artista, a qual não tem o trabalho valorizado, por usar grafite em suas obras. Fora da ficção, no Brasil, a arte urbana não é valorizada, por conta do preconceito da majoritária parte da população, a qual a associa ao vandalismo, o que contribui para a desvalorização da arte nacional.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar o preconceito sofrido pelos artistas urbanos. Segundo Matias Souza, grafiteiro, integrante do movimento RB Grafitti, ele teve que enfrentar vários desafios para não ser visto como vândalo e sim, como artista. Infelizmente, a arte urbana ainda é associada a pichações, por conseguinte, ocorre a marginalização e depreciação dessas obras feitas nas ruas.
Além disso, a arte urbana nacional faz parte da identidade cultural brasileira. De acordo com Valéria Peixoto de Alencar, uma educadora, o grafite é uma forma de arte contemporânea e não uma pichação, mas sim uma expressão artística, que tem a intenção de interferir na paisagem da cidade, transmitindo diferentes ideias, e desse modo, contribuindo na formação da identidade artística brasileira. Com isso, as artes de rua fazem parte da produção cultural nacional, de uma forma democrática e de fácil acesso, impactando diariamente a vida das pessoas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, o Ministério da Educação deve, por meio de uma lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, frear o preconceito acerca das artes urbanas no Brasil. Nela, tem que constar a criação de um projeto chamado ´´Arte de rua também é arte``, o qual será divulgado em todos os municípios do país, com o objetivo de valorizar as artes urbanas e auxiliar na preservação da identidade cultural brasileira. Assim, diferente de Lia, os grafiteiros terão seu trabalho valorizado.