Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 22/03/2022

A arte urbana no Brasil não é considerada por todos os indivíduos como algo rico em cultura, o que é um tipo de visão antiquada e preconceituosa. Julgada pelo seu surgimento, que veio como uma forma de protesto. Sendo uma expressão direta de seus criadores por meio de intervenções urbanas artísticas com temas variados como política, religião, protestos e problemas sociais, o que é de extrema importância para a sociedade. Além de manter a cidade mais viva e bela.

É evidente que a herança ideológica da produção artística, é como um recurso destinado às elites, conservando-se na coletividade e perpetuando-se a desvalorização da arte de rua. Moldando o comportamento dos cidadãos, de forma com que eles desprezem e não considerem tais manifestações, que são feitas em maioria por pessoas de classes mais baixas, como arte.

Além disso, é perceptível na sociedade a discriminação quanto aos grafites feitos nas ruas, ao considerar essas marcas como vandalismo, o que leva a uma comunidade preconceituosa. Segundo o filósofo francês Voltarie, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Decorrente de uma falta de educação cultural nas escolas para que esses pensamentos antiquados sejam mudados, refletindo e valorizando sobre os atos e meios de expressão da cultura na sociedade.

Depreende-se, portanto, a relevância da resolução do impasse. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação implemente educação cultural nas escolas por meio de palestras gratuitas em conjunto de professores de Arte e artistas de diferentes estilos, para que a intolerância e a ignorância sejam sanadas. Ademais, o Ministério da Cultura deve utilizar de concursos de artes para encontrar artistas que necessitam de investimentos, garantindo o apoio do Ministério para os ganhadores, de modo a difundir a arte urbana pelas cidades.