Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 10/06/2022

Ao andar nas ruas urbanas de qualquer cidade é possível ver desenhos reple-tos de cores nas paredes revelando sutis críticas sociais. Esses desenhos, chama-dos de arte urbana, embora tornem a cidade menos cinza, são alvo de muita críti-ca e desvalorização pela sociedade brasileira. Essa falta de valorização é decorren-te de aparecimento de pinturas clandestinas e que, como consequência, instigam o preconceito pela população.

Em primeiro lugar, algumas artes de rua são feitas sem o consentimento do proprietário ou do orgão público sendo considerado crime. Segundo a constitui-ção federal, o ato de grafitar em locais apropriados, é permitido, mas quando a prática é sem consentimento, passa a se chamar pichação e é considerado cirme. Portanto, o ato de pichar é inadimicível depredam monumentos e propriedades, além descredibilizar as artes de ruas reais.

Como consequência, os artistas de ruas são confundidos com criminosos e des-sa forma, faz com que a população brasileira seja tomada pelo preconceito. No fil-me “Homem-aranha no aranhaverso”, o protagonista chamado Peter Parker tem o dom nato de grafitar, mas tem um pai que não aprova esse dom por deduzir erro-neamente que o grafite é sinônimo de vandalismo. De maneira análoga, a socieda-de brasileira não tem o conhecimento da diferença entre a arte e a pichação e por isso tende a tratar os dois como vandalismo. Dessa maneira, se não houver uma intervenção nessa questão, os verdadeiros artistas continuarão sendo tratados de maneira injusta.

Portanto, é necessário a erradicação desse preconceito com a arte urbana. Para isso, é necessário que o MEC, orgão responsável pela educação da população, de-ve ensinar as crianças sobre a diferença entre pichação e a arte de rua, por meio de cartilhas adicionadas a base curricular comum nacional, com a finalidade de concientizar a população e ,assim, garantir a valorização da arte de rua.