Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 17/06/2022

No célere livro “Pedagogia do Oprimido”, o autor Paulo Freire afirma que a democratização da educação é instrumento de transformação social, com isso, a arte promove essa característica na sociedade. Todavia, no contexto hodierno, a invisibilidade intrínseca à falta desse movimento artístico distancia os brasileiros dessa construção social. Nesse cenário, o acesso a arte no Brasil tem como estorvos a falta de investimentos, bem como na indiferença da sociedade.

Nessa perspectiva, é importante analisar que as dificuldades quanto aos investimentos relacionados a arte comprometem o acesso a cultura no Brasil. Nesse sentido, ainda que a gratuidade desse direito seja assegurado pelo artigo 5° da Constituição Federal,de 1989,os problemas associados a precarização artística ultrapassam esse viés social.Tendo em vista que, parcela da sociedade não tem contato com a literatura de forma expressiva. Sob tal óptica, a realidade brasileira pode ser sintetizada pelo pensamento do sociólogo frances Pierre Bourdieu, o qual afirma que a" violência simbólica"se expressa quando parcela da população não usufrui dos mesmos direitos, fato que ocorre ao acesso artístico que negligenciado pela esfera estatal.

Outrossim, é válido salientar a ausência de engajamento social como fator que corrobora a invisibilidade intrínseca ao abandono da arte. Fica claro, pois, que a indiferença da sociedade diante da importância de assegurar o acesso essa cultura silencia a temática na conjuntura nacional, o que compromete na formação de cidadania . Sob esse viés, de acordo com a antropóloga, Lilia Schawarck, desde a colonização portuguesa, não há perícia em um ideal de coletividade,ou seja, de uma “Nação” ou invés de, um “Estado”.

Torna-se imperativo, portanto, que cabe ao Ministério da cultura, investir na expansão artística do país. Tal medida deve ser realizada a partir do incentivo financeiro aos artistas brasileiros, com o intuito de assegurar a criação de obras, além de centros de exposições nas cidades. A fim de tornar esse direito dinâmico e acessível. Ademais, fica a cargo do Ministério das comunicações estimular o engajamento social por meio de propagandas publicitárias, a fim de dar visibilidade à temática e assim assegurar a cidadania.