Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 31/08/2022
A Constituição Ferderal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema judiciário - garante à todos o direito à cultura. Entretanto, ao analisar a frequente desvalorização da arte urbana no Brasil, nota-se que essa conduta não é válida na prática. Com efeito, há de se combater a falta de criticismo, bem como a não intervenção do Estado.
Convém ressaltar, a princípio, que foi ainda no início do século XX que novas formas de arte foram introduzidas na sociedade brasileira, por meio das Vanguardas Europeias, a fim de romper a estética da época artistas como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral se juntaram, contudo não foram bem compreendidos. Por analogia, é claro que ainda hoje aspectos modernos continuam sendo induzidos na arte com dificuldade, as pinturas urbanas são os melhores exemplos dessa afirmação, uma vez que artistas expressam seus sentimentos de uma forma diferente, e são duramente criticados.
Em segunda análise, é óbvio que o preconceito está inserido nessa problemática, visto que a arte urbana é considerada vandalismo. Nesse viés, fica evidente a falta de cultura do povo brasileiro, causada pela falta de uma educação cultural. Com certeza, esse problema devia ser solucionado pelo Estado, que garante cultura como um direito. Todavia, parafrasendo o filósofo John Locke, o Estado fecha os olhos para certas situações, a falta de conhecimento sobre arte como um exemplos.
Dessarte, é mister que o Ministério da Cultura, juntamente com o Ministério da Educação, promova debates a respeito da desvalorização da arte urbana. Essa ação pode ser feita por meio de debates e palestras, que devem contar com a presença de profissionais especializados no assunto para auxiliar as discussões. Desse modo, o Brasil poderá ser finalmente, um país com cidadãos que tem conhecimento sobre a própria cultura, e sabem falar sobre ela, fazer críticas construtivas.