Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 06/03/2023

O quadro expressionista “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as principais causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a falha na educação.

A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descrevem como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, a arte urbana é limitada à periferia, desperdiçando uma enorme fonte artística nacional. Assim, para a completa refutação da teoria do estudioso e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Outrossim, é igualmente importante apontar a falha na educação como outro fator que contribui para a manutenção dos desafios para a valorização da arte urbana. Posto isso, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Diante de tal exposto, percebe-se que o ensino é um forte aliado para promover a arte urbana, entretanto, a sua força para a formação da beleza nacional está sendo desprezado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Dessarte, a fim de promover a beleza nacional, é preciso que o Estado, por intermédio de instituições públicas de ensino, eduque e conscientize a população sobre a importância da arte urbana, de forma a apoiar a sua criação e extinguir o seu preconceito. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.