Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 14/03/2023

Em 1922, com a Semana de Arte Moderna, houve a quebra de paradigmas na sociedade, visto que se tinha a necessidade de criar uma própria arte nacional. Isso porque os cidadãos brasileiros reproduziam artes acadêmicas de outro continente, ou seja, sem sua nacionalidade. De modo análogo, ainda se encontra indivíduos que preferem artes internacionais, por acreditarem que existe uma grande qualidade nesses produtos. Logo, é fundamental entender o que motiva o desafio da falta de admiração com a arte urbana brasileira, bem como o seu maior impacto social.

Nessa perspectiva, é válido pontuar o preconceito que ocasiona a desvalorização com a urbanografia nacional. Isso ocorre porque, desde a independência do Brasil-em 1822- nada que fosse produzido no país seria considerado bom suficiente para a população, pois eles já estavam acostumados com estilos europeus. Sob essa análise, depois da “Semana 22”, as pessoas começaram a produzir diferentes obras, que proporcionaram diversas artes nas cidades, o que não deixou de se obter críticas pelo preconceito com essas inovações e a não admiração com esse tipo de arte.

Ademais, nota-se que o não investimento das artes nas ruas atua como um grande embate social. Essa questão acontece devido à falta de importância que os cidadãos dão às estas obras ( pintura, grafites, esculturas), pois pensam que não são arte, por causa das diferentes formas de se expressar com ela. Diante dessa questão, a Constituição Federal de 1988 garante que todos os indivíduos possuam o direito à liberdade de expressão, no entanto, nota-se que falta o reconhecimento do trabalho desses artistas pelo governo e a sociedade.

Portanto, é necessário salientar a urgência em erradicar os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo- na espera federal- crie projetos sociais que incluam toda a população no conhecimento e na prática dessas artes urbanas. Isso afim de que ocorra um elevado investimento, bem como a eliminação do preconceito, para que esses artistas continuem se expressando por meio do seu aprimoramento artístico. Afinal, a Semana de Arte Moderna quebrou paradigmas.