Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 11/05/2023

A Semana Da Arte Moderna brasileira, ocorrida em 1922, oficializou o grito em busca da libertação estética e emocional no país. Paralelamente, na contemporaneidade, ainda há marcas de um passado histórico que afeta a valorização da arte urbana no Brasil . Dessa forma, torna-se necessário combater a negligência à identidade nacional, visto que faz parte da expressão de um povo, e a falta de incentivo público, órgão de maior responsabilidade nesta emblemática.

Sob essa análise, é preciso compreender que a construção da arte urbana brasileira se opõe a padrões estéticos tradicionais e como demonstra a necessidade de uma identidade nacional inclusiva. Nessa perspectiva, o renomado muralista de origem periférica, Eduardo Kobra, em suas obras clama pela união dos povos e luta pela voz de artistas silenciados, visto que se destacar em seu ofício sem apoio é uma tarefa difícil. Assim Kobra evidencia em sua trajetória, que práticas como a grafitagem contam uma história, lutam por algo e são agentes de autoria cultural no Brasil.

Por conseguinte, outro desafio para o reconhecimento dessa manifestação é a falta de incentivo Estatal, responsável por quebrar padrões e criar espaços para expressões, não implementá-los. Visto que, tal omissão não condiz com a Lei de Bases e Diretrizes da Educação Nacional, a qual afirma que artes em todas suas pluralidades devem constar no currículo escolar como meio de ensinar cidadania. Tal falta governamental em expressões artísticas urbanas não oferece devido reconhecimento ao seu valor sociocultural. Logo, instituições educacionais não colaboram para o reconhecimento da identidade nacional e o Estado não potencializa seu impacto no país.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de alterar este quadro discriminatório a respeito da arte urbana no país. Para isso, compete ao Ministério da Cultura, responsável pelas políticas nacionais acerca de arte, em consonância com o Ministério da Educação, intitulado de educar a população sobre cidadania, zelar por estes patrimônios e reeducar brasileiros a respeito dessa temática como finalidade a valorização dessa expressão e a implementação do progresso buscado em 1922.