Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 16/04/2023

Segundo a terceira lei da física, criada por Isaac Newton, “toda ação gera uma reação”. Essa teoria pode ser relacionada aos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Afinal, é através de fatores, como o eurocentrismo e o preconceito com a arte urbana, que se tem essa problemática.

Ao refletir sobre essa problemática, percebe-se a influência do eurocentrismo para a desvalorização da arte popular brasileira, uma vez que o Brasil foi construído imerso na cultura europeia, dando origem ao problema. Comprova-se essa afirmativa com o Período Colonial, onde, por muitos séculos, o Brasil foi controlado e influenciado por países europeus, absorvendo muitos dos seus costumes e valores. Ademais, é notável que essa defluência perdurou para a sociedade contemporânea, onde ainda há uma hipervalorização da arte europeia, enquanto a arte urbana é marginalizada pela própria sociedade brasileira.

Além disso, é perceptível que uma parcela da população não tem contato direto com a arte urbana e tem sobre ela um olhar preconceituoso, visto que ela não faz parte da sua bolha social, contribuindo para a sua marginalização. Esse comportamento humano pode ser melhor esclarecido pelos estudos de Karl Marx, ao afirmar que o homem é fruto do meio em que vive e irá reproduzir o que lhe for ensinado, desse modo, atribuindo a obras de arte, como o grafite, uma olhar depreciativo, por pura ignorância.

Por conseguinte, nota-se que medidas precisam ser tomadas para diminuir o preconceito que se tem com a arte popular brasileira, permitindo sua valorização. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por gerir o sistema educacional, inserir a arte urbana na grade curricular das escolas, de modo que se tenha uma apresentação desse movimento e uma quebra da estranheza que parte da população tem com ele, dessa forma, introduzindo o movimento para camada mais jovem da população, o que irá se espalhar para o resto da sociedade com o tempo.