Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 24/04/2023
O Artigo 5 da Constituição Federal de 1988 diz que todos são iguais perante a lei, garantindo a todos o direito à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Entretanto, na prática, isso não é vivenciado por parte da sociedade, já que persiste os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Diante disso, é importante abordar os pontos contribuintes para essa problemática, como a negligência governamental e a lacuna educacional, respectivamente.
Sob essa análise, a ineficiência do governo é um fator que corrobora para desvalorização da arte urbana no país. Isso ocorre porque as atuações governamentais não viabiliza locais e centros urbanos apropriados para indivíduos que queiram abordar suas manifestações artísticas, como grafite, teatro. Nesse contexto, segundo John Locke, filósofo inglês, é dever do Estado, garantir os direitos do cidadão. Todavia, isso é negligenciado, visto que as ações do
estado não contribuem para que as pessoas não passem a transmitir seu conteúdo cultural em ruas. Assim, é nítido que as condutas do governo precisam ser vistas.
Ademais, a lacuna educacional é outro aspecto contribuinte para o preconceito com a arte urbana . Tal fato se dá porque as escolas não proporcionam o conhecimento sobre a importância das manifestações artísticas no espaço público para as crianças e jovens. Nessa perspectiva, conforme o filósofo Voltaire, " o preconceito é a opinião sem conhecimento". Dessa forma, a falha na educação faz com que ao decorrer do desenvolvimento dos indivíduos, passem a enxergar as artes nas ruas como vandalismo. Logo, é preciso reverter o quadro exposto.
Portanto, é vital a adoção de medidas que combatam a desvalorização da arte urbana no Brasil. Dessarte, cabe ao Governo, responsável por gerir os interesses sociais e econômicos da sociedade, conceder o direito das pessoas se expressar artisticamente. Isso deve ser feito por meio da criação de locais apropriados para a população expor sua diversidade cultural, para que a arte urbana seja mais valorizada. Além disso, o Ministério da Educação deve proporcionar, nas escolas, medidas que difundam a importância da arte urbana, com a adoção de palestras e campanhas desmitificando o preconceito existente, a fim de atenuar o desprezo com as expressões artísticas no espaço público, adquirido por lacuna na educação.