Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2023
A Constituição Federal de 1988 garante leis que defendem o movimento artístico como um dos pilares para a manutenção do bem-estar nacional. Entretanto, vê-se uma contradição de tal proposta, pois é evidente que os obstáculos para o exercício da recognição da arte urbana é um problema que precisa ser sanado. Desse modo, esse quadro de desvalorização apoiam-se seja na insuficiência estatal, seja na carência de representatividade.
Sob esse viés, destaca-se que a ineficiência do Estado prejudica o reconhecimento da temática. Nesse contexto, Djamila Ribeiro afirma que é preciso promover ações acerca de uma situação para que soluções sejam promovidas. Porém, tal ideia não é verificada na prática, uma vez que as autoridades governamentais, na maioria das vezes, não se preocupam em fornecer exercícios de reconhecimento dessa arte urbana, como, por exemplo, o desenvolvimento de atividades extracurriculares em escolas sobre esse movimento. Assim, a negligência do Governo impede a implementação dessa operação artística urbana no ambiente nacional, sendo, dessa maneira, desvalorizada.
Além disso, vale ressaltar que o preconceito cultivado no imaginário popular a respeito dos artistas urbanos é consequência da baixa representatividade, tal como em ambientes escolares, item mencionado anteriormente. Nesse sentido, o filme “Whiplash” retrata a falta de interesse da família do jovem protagonista pela sua vocação como baterista. Fora da analogia, no contexto nacional, essa atitude é estabelecida por grande parte dos brasileiros em relação aos artistas de ruas e urbanos, a qual é motivada pela falta de representação no país, como nos veículos de mídia e em escolas. Logo, é constatável a relação de fraco reconhecimento desses artistas, motivado pela ausência de visibilidade.